Quarta-feira, Novembro 26, 2008

tutto buona gente

E ainda afirmam não querer incitar nenhum pensamento pecaminoso.

'Magina.




Segunda-feira, Novembro 24, 2008

BB comemora 200 anos com vasta programação cultural em Maceió

"Entre as atrações, uma homenagem ao escritor alagoano Graciliano Ramos interpretada pela atriz Cássia Kiss".

Clicaí e confere.

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

pequena epifania


Sei que preciso beber. Esta noite, a gente devia se sentar, beber e olhar um para o outro.


Trecho de carta de Bruce Bechdel. Roubado daqui.
Imagem: Gris Coloré.

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

de Insônia,

pelo menos os pratos
não vão dormir sujos na pia:
a mãe não vai reclamar.

Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Dearest,

As cartas e as palavras doces no começo da manhã não são mais minhas já há algum tempo. Parei de pintar; os quadros, as idéias, as tintas e o ar do atelier estão impregnados de você. Não consigo mais passar as minhas horas ali. Não consigo mais dormir uma noite inteira, o espaço vazio na cama aumenta a cada noite. E agora não tem mais o teu sorriso de satisfação não disfarçada quando te falei da falta de costume de dormir sem você.
Ouvi dizer que você voltou a perder peso, que cortou os cabelos. Gostava deles compridos, de deslizar minhas mãos neles. Quantas vezes você adormeceu assim, no meu colo? Um sono tão tranqüilo, feito sono de criança. Gostava de ver você dormir.
Uma noite dessas, voltando do trabalho, passei por aquele bar em que costumávamos ir nos nossos dias. A vodca me pareceu mais amarga do que o costume, não tinha o seu falar manso e o seu sorriso doce por perto. O garçom parece ter entendido; dessa vez não perguntou por você. Fui embora cedo. Sair ficou sem graça e não quero fingir que ‘to tocando a vida e ta tudo bem’. Agora não. Tudo a seu tempo.
Agora tudo parece tão estranho e tão distante. Como se você tivesse mudado de mim de repente. Como se me tivessem levado um pedaço grande desse meu coração teimoso que é mais duro do que eu imaginava. E passo as horas a procurar uma palavra, um sorriso, um gosto novo, em lábios desconhecidos que vão embora na manhã seguinte, enquanto a cama continua fria e vazia.

Fica bem. Saudades.

So forgive me love
If I cry in your shower
So forgive me love
For the salt in your bed
So forgive me love
If I cry all afternoon

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

micro

Não sei por que tristeza assusta tanto, Alana róia as unhas enquanto olhava pelo vidro poeirento da janela do ônibus. Há de se ter colhões pra ser macho o suficiente e cutucar a ferida. Por que sempre antes da cicatriz vem o sangue, não que ela gostasse, mas sabia aquilo parte necessária do processo de cura, a cura que tanto procurava, esfolando os joelhos no chão e pedinho perdão por sua culpa, sua tão grande culpa, em intermináveis rosários regados a lágrimas, preces d'uma ovelha desgarrada.

Terça-feira, Novembro 11, 2008

Neurastenia

Sinto hoje a alma cheia de tristeza!
Um sino dobra em mim, Ave-Marias!
Lá fora, a chuva, brancas mãos esguias,
Faz na vidraça rendas de Veneza…

O vento desgrenhado, chora e reza
Por alma dos que estão nas agonias!
E flocos de neve, aves brancas, frias,
Batem as asas pela Natureza…

Chuva… tenho tristeza! Mas porquê?!
Vento… tenho saudades! Mas de quê?!
Ó neve que destino triste o nosso!

Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu não posso!!…

(Florbela Espanca, 1919. In: Livro de Mágoas)

Segunda-feira, Novembro 10, 2008

Rasputina - The Fox in The Snow

Girl in the snow, where will you go
To find someone that will do?
To tell someone all the truth before it kills you
They listen to your crazy laugh
Before you hang a right
And disappear from sight
What do they know anyway?
You'll read it in a book
What do they know anyway?
You'll read it in a book tonight

[...]


Precious.

Domingo, Novembro 09, 2008

Verão.

A Vó faz suco de uva pra tentar aliviar essa dor de cabeça que não vai embora nunca. O vento parece falar e insiste em levantar meu vestido. E eu fazendo contas, devorando o Caio com o tesão da (re)descoberta e ouvindo a Lizz.


Tô me guardando pra quando janeiro chegar.

Terça-feira, Novembro 04, 2008


Ando com saudades de um tempo, nem tão passado assim, em que o que ia no coração escorria pelas pontas dos dedos e deixava um alívio no fim das contas.

Ando também a perguntar se isso aqui ainda faz sentido, se não estou me tornando excessivamente burocrática e se um dia vou conseguir fazer a velha paixão pelas letras andar atrelada ao resto todo.

Por enquanto eu fico com os livros que tenho pra ler, com a pilha crescendo a cada dia, e certeza nenhuma.