micro
Não sei por que tristeza assusta tanto, Alana róia as unhas enquanto olhava pelo vidro poeirento da janela do ônibus. Há de se ter colhões pra ser macho o suficiente e cutucar a ferida. Por que sempre antes da cicatriz vem o sangue, não que ela gostasse, mas sabia aquilo parte necessária do processo de cura, a cura que tanto procurava, esfolando os joelhos no chão e pedinho perdão por sua culpa, sua tão grande culpa, em intermináveis rosários regados a lágrimas, preces d'uma ovelha desgarrada.